
Qualquer tipo de fumaça nos leva a outros níveis de consciência. Comecei a fumar com 9 anos. Era lindo fumar. Minha avô fumava e eu achava tão chique! As meninas do ginásio podiam fumar no banheiro. Eu também queria fumar.
Acho que a primeira vez foi em Santos com meu primo Marcos na janela do quarto verde. A segunda foi em um navio. Muito emocionante, eu e meu primo Flávio estávamos hospedados em uma cabine ao lado da de minha avó, que nessa época fumava cigarros importados. Aproveitamos a nossa "liberdade" e filamos um cigarrinho da Ju. Depois disso não parei mais de fumar. Até no meu diário tinha cigarros grudados como lembrança de algum evento.
Aquela fumaça dava uma certa doeideira. Me deixava zonza... eu gostava de ficar tonta.... sei lá porque. O mesmo acontecia com a cuba libre, que depois virou cerveja, e depois bebidas mais fortes. Também na minha infância eu apreendi a bebida como um hábito chique. Na mesma casa da minha avó em Santos, tinha um bar maravilhoso, repleto de bebidas das mais variadas, copos de cristal. Meus avós gostavam de jogar, lembro-me do copo de uísque e do cinzeiro com bitucas de cigarro.
Dali pro baseado e outros tipos de drogas foi um pulo. Sempre em busca dessa sensação de flutuar. Com tantas informações sub-liminares, seria difícil eu não ter caído na vida. A sorte é que eu era uma garota estruturada internamente. Com o tempo, a comunicação passou a ser mais direta, fui mudando de ambientes e eu me toquei que tudo isso era uma fria. Hoje, as pesquisas científicas chegam ao nosso alcance com muita facilidade. O ser humano passou a se preocupar com o equilíbrio e não apenas quebrar barreiras. Eu entrei nessa onda, ou pelo menos tento ser uma pessoa saudável. Não queria machucar meu corpo, nem dar trabalho para os meus familiares.
Sem essa de anti-tabagismo. Mas, uma brincadeira como fumar um simples cigarro pode nos levar a caminhos tortos. Como o enfisema pulmonar, que a pessoa fica fraca, sem disposição e vontade para a vida. Em pleno século XXI, que a informação é democrática ser careta e ter a cabeça limpa é uma bio-atitude! Pense nisso!!